Iêmen e Mar Vermelho: ataques dos houthis a petroleiros ampliam risco de guerra regional
Rebeldes afirmam ter atingido dois navios sauditas, enquanto os Estados Unidos ameaçam responsabilizar o Irã; crise pressiona o petróleo, o comércio marítimo e uma população iemenita já castigada por mais de uma década de guerra.
Os houthis do Iêmen disseram ter atacado os petroleiros sauditas Encelia e Layla no Mar Vermelho em . A Arábia Saudita confirmou incêndio no Encelia, sem feridos, enquanto o segundo ataque ainda não havia sido comprovado de forma independente; a escalada levou os Estados Unidos a ameaçarem o Irã e elevou o risco sobre a rota de Bab el-Mandeb.
- O Encelia foi atingido perto do porto saudita de Jizan; a tripulação permaneceu em segurança e o incêndio na proa foi controlado.
- Os houthis declararam um bloqueio contra navios ligados à Arábia Saudita, mas Bab el-Mandeb não está totalmente fechado e embarcações ainda atravessam a região.
- A crise ocorre enquanto mais de 21 milhões de pessoas precisam de assistência no Iêmen e 18,3 milhões enfrentam insegurança alimentar aguda.
Qual é a situação atual no Iêmen e no Mar Vermelho?
O Iêmen voltou ao centro da crise do Oriente Médio depois que o movimento houthi, também chamado de Ansar Allah, anunciou um bloqueio naval contra embarcações associadas à Arábia Saudita. A ameaça foi acompanhada por ataques com mísseis e drones contra navios-tanque, abrindo uma nova frente marítima no conflito regional.
A escalada não significa que todo o Mar Vermelho esteja fechado. O bloqueio declarado pelos houthis é dirigido, segundo o grupo, a navios que utilizam portos sauditas ou transportam petróleo do país. Mesmo assim, armadores podem evitar a região por precaução, porque ataques anteriores atingiram embarcações com vínculos pouco claros ou inexistentes com os alvos anunciados.
O momento é particularmente delicado porque o Estreito de Ormuz, no golfo Pérsico, também sofre forte redução de tráfego durante a guerra entre Estados Unidos e Irã. A Arábia Saudita vinha desviando parte de suas exportações por oleoduto até o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, para reduzir a dependência de Ormuz.
Com Bab el-Mandeb ameaçado ao mesmo tempo, duas das principais passagens marítimas de petróleo e mercadorias ficam sob pressão. O resultado imediato é aumento do preço do combustível, dos seguros marítimos, do frete e do tempo necessário para transportar cargas entre a Ásia, o Oriente Médio e a Europa.
O que aconteceu com os petroleiros Encelia e Layla?
Os houthis afirmaram que atacaram os dois petroleiros com mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones porque as embarcações teriam violado o bloqueio anunciado contra a Arábia Saudita.
O Encelia transmitiu um pedido de socorro depois de ser atingido perto do porto de Jizan, na costa saudita do Mar Vermelho. A agência estatal saudita confirmou que o projétil provocou um incêndio na parte dianteira do navio.
A tripulação não sofreu ferimentos. Autoridades sauditas informaram que controlaram a situação e adotaram medidas para limitar riscos ambientais relacionados ao fogo e à carga transportada.
No caso do Layla, a reivindicação houthi não havia sido confirmada de maneira independente até a atualização desta matéria. Não existiam informações verificadas sobre localização, danos ou eventuais vítimas. Por isso, os dois episódios não devem ser apresentados com o mesmo grau de certeza.
Bab el-Mandeb está realmente bloqueado?
Não existe, até o momento, um fechamento físico completo do estreito. Navios continuam atravessando Bab el-Mandeb, embora o movimento tenha diminuído e algumas embarcações tenham alterado velocidade, desligado sinais de rastreamento ou mudado de rota.
Dados de navegação citados pela Reuters indicaram que 27 embarcações cruzaram o estreito na quarta-feira anterior aos ataques, contra 38 no dia anterior. Dois superpetroleiros ligados a empresas chinesas conseguiram sair do Mar Vermelho transportando, juntos, cerca de 4 milhões de barris de petróleo saudita.
O efeito de um bloqueio moderno não depende necessariamente de impedir cada navio. Ataques esporádicos, ameaças críveis e prêmios de seguro elevados podem afastar transportadoras e reduzir o fluxo comercial sem que o grupo mantenha controle permanente de toda a passagem.
Os houthis também não controlam diretamente o trecho costeiro do Iêmen mais próximo ao estreito. Forças adversárias dominam essa área, mas o grupo possui mísseis, drones, minas e embarcações capazes de alcançar a rota a partir de posições próximas.
Por que Bab el-Mandeb é tão importante?
Bab el-Mandeb significa “Porta das Lágrimas” e liga o golfo de Áden ao Mar Vermelho. A passagem conduz os navios ao Canal de Suez e, a partir dele, ao Mediterrâneo e aos mercados europeus.
Segundo a Associated Press, cerca de 12% do comércio mundial e aproximadamente um quarto do tráfego global de contêineres normalmente passam pelo estreito, que possui cerca de 32 quilômetros de largura em seu ponto mais conhecido.
Mais de 7 milhões de barris de petróleo por dia atravessaram a região em junho de 2026, acima dos cerca de 4 milhões registrados antes da guerra com o Irã. O crescimento ocorreu porque produtores do Golfo buscaram alternativas ao Estreito de Ormuz.
Quando o trajeto pelo Mar Vermelho é considerado inseguro, navios podem contornar o cabo da Boa Esperança, no sul da África. Esse desvio acrescenta aproximadamente uma ou duas semanas às viagens, aumenta o consumo de combustível e reduz a quantidade de embarcações disponíveis no mercado.
| Área afetada | Consequência provável |
|---|---|
| Petróleo e combustíveis | Alta de preços devido ao risco de interrupção das exportações sauditas e do Golfo |
| Transporte marítimo | Seguros mais caros, atrasos, desvios pela África e menor disponibilidade de navios |
| Inflação mundial | Energia e fretes mais caros podem chegar aos preços de alimentos, produtos industriais e passagens |
| Segurança regional | Risco de ataques dos EUA ou da Arábia Saudita contra posições houthis e de nova expansão da guerra |
| População do Iêmen | Possível redução de importações e ajuda humanitária em um país dependente de alimentos externos |
Quem são os houthis?
Os houthis são um movimento político e armado surgido no norte do Iêmen e oficialmente chamado Ansar Allah. O grupo tomou a capital, Sanaa, em 2014 e expulsou do poder o governo reconhecido internacionalmente.
Atualmente, os houthis controlam Sanaa e grande parte das áreas montanhosas e populosas do norte e do oeste. Estimativas citadas pela Reuters indicam que entre 60% e 65% dos iemenitas vivem em territórios administrados pelo grupo.
O movimento integra o conjunto de organizações regionais alinhadas ao Irã, frequentemente chamado de “Eixo da Resistência”. Teerã é acusado de fornecer armas, treinamento, tecnologia e apoio político, embora os houthis neguem atuar apenas como representantes iranianos e afirmem possuir agenda própria.
A capacidade militar inclui drones de longo alcance, mísseis balísticos e de cruzeiro, embarcações explosivas e minas navais. Essas armas já foram utilizadas contra instalações sauditas, alvos em Israel e navios comerciais no Mar Vermelho.
Quem controla o restante do Iêmen?
O país não possui um governo único com controle efetivo de todo o território. O Conselho de Liderança Presidencial, apoiado pela Arábia Saudita e reconhecido internacionalmente, foi criado em 2022 para reunir forças contrárias aos houthis.
Essa coalizão permanece dividida. O Conselho de Transição do Sul, apoiado pelos Emirados Árabes Unidos, defende a recriação de um Estado independente no sul do Iêmen e ampliou seu domínio territorial no fim de 2025, especialmente em Hadramaut e Al Mahra.
Outras forças incluem unidades ligadas ao partido Islah, grupos militares comandados por Tarek Saleh e milícias locais. A Al-Qaeda na Península Arábica também permanece ativa em áreas menos controladas, embora não seja a força dominante no conflito nacional.
Essa fragmentação ajuda a explicar por que um acordo de paz é difícil. Mesmo uma negociação entre houthis e Arábia Saudita não resolveria automaticamente as disputas entre separatistas do sul, governo reconhecido, forças locais e grupos armados.
Qual é o papel da Arábia Saudita?
A Arábia Saudita liderou a intervenção militar iniciada em 2015 para restaurar o governo derrubado pelos houthis e impedir que um grupo aliado ao Irã consolidasse poder em sua fronteira sul.
Os combates de grande escala diminuíram depois da trégua mediada pela ONU em 2022, embora o acordo formal tenha expirado meses depois. Riad passou a buscar negociações diretas e uma saída gradual da guerra, mas o novo bloqueio houthi ameaça desfazer parte dessa redução de hostilidades.
Os houthis afirmam que a medida é uma resposta às restrições sauditas sobre portos e aeroportos do Iêmen e a um ataque recente ao aeroporto de Sanaa. A Arábia Saudita classifica a ameaça contra navios como pirataria e afirma que protegerá o tráfego comercial.
Uma reação militar saudita poderia reabrir frentes terrestres e aéreas que permaneciam relativamente contidas desde 2022. Ao mesmo tempo, não responder aos ataques colocaria em dúvida a segurança das exportações e da infraestrutura energética do reino.
Por que os Estados Unidos ameaçaram o Irã?
O presidente norte-americano Donald Trump afirmou que responsabilizará o Irã por novos ataques houthis e prometeu uma “grande punição militar” contra Teerã e o próprio movimento do Iêmen.
Washington considera que o apoio iraniano permite aos houthis operar sistemas avançados de mísseis e drones. Fontes ouvidas pela Reuters afirmaram que comandantes e equipamentos relacionados a esses armamentos teriam sido transportados do Irã para o Iêmen antes do anúncio do bloqueio. Os houthis rejeitaram essa versão.
A ameaça ocorre durante uma campanha de ataques norte-americanos contra instalações iranianas e respostas de Teerã contra interesses dos EUA na região. Essa dinâmica aumenta o risco de que uma ação no Mar Vermelho provoque bombardeios adicionais no Iêmen ou no Irã.
O principal perigo é uma cadeia de retaliações: houthis atacam navios, Estados Unidos ou Arábia Saudita bombardeiam o Iêmen, o Irã reage em outros países e novos grupos aliados entram no confronto.
Como os ataques afetam o preço do petróleo?
O petróleo Brent subiu mais de 6% e ultrapassou US$ 100 por barril em 23 de julho, segundo a Reuters. Foi a primeira vez desde maio que a principal referência internacional rompeu esse nível.
O mercado passou a calcular o risco combinado de restrições em Ormuz e Bab el-Mandeb. A primeira passagem concentra exportações do golfo Pérsico; a segunda tornou-se uma rota alternativa importante para o petróleo enviado pela Arábia Saudita ao porto de Yanbu.
O custo de seguro para algumas embarcações que atravessam o sul do Mar Vermelho dobrou depois dos ataques. Mesmo que não ocorra uma interrupção total, esse aumento é incorporado ao custo do transporte e pode alcançar consumidores em diferentes países.
Não é correto afirmar que os houthis já interromperam todo o fornecimento mundial de petróleo. O efeito atual é de risco, redução de tráfego, atrasos e encarecimento. A gravidade dependerá da duração da crise, do número de ataques e da capacidade de proteger as rotas.
Como está a crise humanitária no Iêmen?
A escalada marítima acontece sobre uma crise interna muito mais antiga. A Organização das Nações Unidas estima que mais de 21 milhões de pessoas precisarão de assistência humanitária no Iêmen em 2026.
A insegurança alimentar aguda atinge aproximadamente 18,3 milhões de pessoas, enquanto 2,2 milhões de crianças menores de cinco anos sofrem de desnutrição aguda. Apenas cerca de 59% das unidades de saúde estão plenamente funcionais.
A economia do país encolheu mais de 50% desde o início do conflito, e mais de 80% da população vive abaixo da linha da pobreza. O Iêmen importa aproximadamente 90% dos alimentos consumidos, o que torna a população especialmente vulnerável ao fechamento de portos, alta do combustível e interrupções comerciais.
A ONU também relata restrições crescentes ao trabalho humanitário nas áreas controladas pelos houthis. Dezenas de funcionários das Nações Unidas permanecem detidos, e a apreensão de bens e as limitações de movimento dificultam a entrega de ajuda.
Por isso, uma nova guerra regional não atingiria apenas petroleiros ou potências estrangeiras. Ela poderia reduzir a entrada de alimentos, medicamentos e combustível em um país onde milhões de pessoas já dependem de assistência para sobreviver.
A guerra civil do Iêmen terminou?
Não. A intensidade dos combates internos diminuiu após a trégua de 2022, mas não houve tratado de paz, reunificação das instituições nem desarmamento dos grupos envolvidos.
Os houthis permanecem como a principal força militar do país. O governo reconhecido internacionalmente possui autoridade limitada, e o movimento separatista do sul ampliou seu poder. As linhas de frente podem estar relativamente estáveis, mas o conflito político continua aberto.
O enviado especial da ONU, Hans Grundberg, manteve reuniões em Omã e na Arábia Saudita durante julho de 2026 para tentar reduzir a escalada e preservar o processo político. Os ataques no Mar Vermelho tornam esse trabalho mais difícil ao conectar novamente a disputa iemenita à rivalidade regional.
O que pode acontecer agora?
O primeiro cenário é uma contenção parcial, com ataques limitados a embarcações sauditas e negociações indiretas para impedir o fechamento do estreito. Esse caminho reduziria o risco imediato, mas manteria seguros e fretes elevados.
O segundo cenário é uma campanha militar dos Estados Unidos ou da Arábia Saudita contra lançadores, radares, depósitos e centros de comando houthis. Ataques desse tipo poderiam reduzir temporariamente algumas capacidades, mas experiências anteriores mostram que o grupo consegue dispersar equipamentos e continuar lançamentos.
O terceiro cenário é uma escalada ampla, envolvendo retaliações iranianas, novos ataques a navios e a reabertura da guerra terrestre no Iêmen. Esse seria o resultado mais grave para o comércio mundial e para a população local.
Também existe a possibilidade de armadores continuarem usando Bab el-Mandeb seletivamente, com escolta, mudança de horários e avaliação individual de risco. Os dois superpetroleiros chineses que cruzaram a passagem mostram que a rota ainda funciona, embora sob condições muito mais perigosas.
Linha do tempo da crise do Iêmen e do Mar Vermelho
- 2014: os houthis tomam Sanaa e derrubam o governo reconhecido internacionalmente.
- 2015: a Arábia Saudita lidera uma coalizão militar contra o movimento.
- Abril de 2022: uma trégua mediada pela ONU reduz os combates de grande escala.
- Novembro de 2023: os houthis iniciam ataques frequentes contra navios no Mar Vermelho durante a guerra de Gaza.
- Outubro de 2025: o grupo interrompe a campanha marítima após o cessar-fogo em Gaza.
- Fim de 2025: separatistas do sul ampliam o controle territorial e enfraquecem o governo reconhecido.
- 28 de fevereiro de 2026: começa a guerra regional envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
- 20 de julho de 2026: os houthis anunciam bloqueio contra a Arábia Saudita e navios ligados a seus portos.
- 23 de julho de 2026: o grupo reivindica ataques contra Encelia e Layla; os EUA ameaçam responsabilizar o Irã.
Perguntas frequentes
Os houthis atacaram dois petroleiros no Mar Vermelho?
O grupo reivindicou ataques contra Encelia e Layla. O incêndio no Encelia foi confirmado pela Arábia Saudita, mas o ataque ao Layla ainda não havia recebido confirmação independente.
Houve mortos ou feridos no Encelia?
Não foram registrados feridos entre os tripulantes. As autoridades sauditas informaram que o incêndio foi controlado.
O Mar Vermelho está fechado para navios?
Não. O tráfego continua, porém em volume menor. O bloqueio anunciado pelos houthis tem como alvo declarado embarcações ligadas à Arábia Saudita.
O que é Bab el-Mandeb?
É o estreito que conecta o Mar Vermelho ao golfo de Áden, entre o Iêmen e o Chifre da África. A rota leva ao Canal de Suez e concentra parte relevante do comércio mundial.
Os houthis são o governo do Iêmen?
O grupo controla Sanaa e grande parte do norte e oeste, mas não é reconhecido internacionalmente como governo de todo o país. O Iêmen permanece dividido entre várias forças.
Por que os houthis atacam a Arábia Saudita?
O grupo afirma responder a restrições sauditas contra o Iêmen e a um ataque ao aeroporto de Sanaa. A disputa também está ligada à rivalidade regional entre Arábia Saudita e Irã.
O Irã controla diretamente os houthis?
O Irã fornece apoio político e é acusado de oferecer armas e tecnologia. Os houthis, porém, possuem liderança, interesses e decisões próprias, não sendo correto descrevê-los apenas como uma unidade militar iraniana.
Por que o petróleo passou de US$ 100?
O mercado reagiu ao risco simultâneo de interrupções no Estreito de Ormuz e em Bab el-Mandeb, duas rotas essenciais para exportações de energia do Oriente Médio.
Como a crise afeta o Brasil?
O efeito pode aparecer no preço internacional do petróleo, no diesel, na gasolina, nos fretes e em produtos importados. A intensidade dependerá da duração e da expansão dos ataques.
Quantas pessoas precisam de ajuda no Iêmen?
A ONU projeta que mais de 21 milhões de pessoas precisarão de assistência humanitária em 2026, incluindo 18,3 milhões afetadas por insegurança alimentar aguda.
Fontes consultadas
- UOL Notícias — Houthis dizem ter atacado dois petroleiros no Mar Vermelho
- Estadão — EUA ameaçam punir o Irã após ataques de rebeldes do Iêmen
- Valor Econômico — Bloqueio do Mar Vermelho agrava crise do petróleo
- Reuters — Ataques, ameaça dos EUA, preço do petróleo e situação dos petroleiros
- Reuters — Movimento de navios e passagem de superpetroleiros por Bab el-Mandeb
- Reuters — Grupos armados e divisão territorial do Iêmen
- Associated Press — Importância de Bab el-Mandeb e risco ao comércio mundial
- Nações Unidas no Iêmen — Dados humanitários e econômicos de 2026
- Banco Mundial — Pobreza e insegurança alimentar no Iêmen
- ONU — Atuação do enviado especial para reduzir a escalada no Iêmen
- Wikimedia Commons — Imagem de satélite de Bab el-Mandeb
- Wikimedia Commons — Fotografia licenciada da Cidade Velha de Sanaa
Nota editorial: esta reportagem diferencia fatos confirmados, reivindicações de grupos armados e projeções de risco. O ataque ao Encelia foi confirmado pelas autoridades sauditas; a ação contra o Layla permanecia sem confirmação independente na atualização de 23 de julho de 2026. Informações militares e marítimas podem mudar rapidamente.
Nota sobre as imagens: as imagens utilizadas são ilustrativas e possuem autorização para reutilização. Elas mostram Bab el-Mandeb e a cidade de Sanaa, mas não registram os ataques ocorridos em julho de 2026.
Fontes originais da pauta: UOL Notícias, Estadão e Valor Econômico.
Informação atualizada sobre os assuntos que estão em alta