Terremoto de magnitude 7,1 atinge sudoeste do Japão e deixa ao menos 50 feridos
Abalo atingiu Kumamoto, provocou incêndios, apagões e interrupções no transporte; alerta de tsunami foi retirado sem registro de ondas.
Um terremoto de magnitude preliminar 7,1 atingiu a província de Kumamoto, no sudoeste do Japão, às 16h27 desta terça-feira, — 4h27 no horário de Brasília. O tremor alcançou o nível máximo 7 na escala japonesa de intensidade, deixou ao menos 50 feridos segundo informações preliminares e levou à emissão temporária de um alerta de tsunami.
- O alerta para os mares de Ariake e Yatsushiro foi emitido às 16h29 e retirado às 18h10, sem tsunami observado.
- Uki e Hikawa registraram intensidade 7, o nível máximo da escala sísmica japonesa.
- Houve incêndios, danos em edifícios, estradas e pontes, falta de energia e suspensão de trens e voos.
Onde e quando aconteceu o terremoto?
O terremoto ocorreu na região de Kumamoto, na ilha de Kyushu, às 16h27 no horário local. O epicentro foi localizado nas proximidades da cidade de Uto, em uma área próxima dos mares interiores de Ariake e Yatsushiro.
A Agência Meteorológica do Japão, conhecida pela sigla JMA, atribuiu magnitude preliminar 7,1 e profundidade de aproximadamente 10 quilômetros. Por ser um terremoto raso, a energia chegou à superfície com grande intensidade.
| Data | 28 de julho de 2026 |
|---|---|
| Horário no Japão | 16h27 |
| Horário de Brasília | 4h27 |
| Local | Região de Kumamoto, ilha de Kyushu |
| Magnitude da JMA | 7,1, em caráter preliminar |
| Estimativa do USGS | Revisada posteriormente para 6,8 |
| Profundidade | Aproximadamente 10 quilômetros |
| Intensidade máxima | 7 na escala japonesa, em Uki e Hikawa |
| Alerta de tsunami | Emitido às 16h29 e retirado às 18h10 |
Por que algumas fontes informam magnitude 6,8?
A magnitude pode ser recalculada conforme mais estações sísmicas enviam dados. A JMA manteve a estimativa preliminar de 7,1 usada no alerta japonês, enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o USGS, revisou sua medição inicial para 6,8.
Essa diferença não significa necessariamente que um dos órgãos esteja errado. Redes sísmicas utilizam instrumentos, modelos e tipos de magnitude que podem produzir resultados ligeiramente diferentes, especialmente nas primeiras horas.
Magnitude 7,1 e intensidade 7 são a mesma coisa?
Não. Magnitude mede a energia liberada na origem do terremoto e possui um único valor para o evento. Já a intensidade mede quanto o solo tremeu em cada local.
Na escala japonesa, chamada Shindo, o nível 7 é o máximo. Ele indica movimento extremamente forte, capaz de dificultar qualquer deslocamento, derrubar móveis pesados e causar danos graves a estruturas vulneráveis. Uki e Hikawa registraram esse nível.
O alerta de tsunami foi cancelado?
Sim. A JMA emitiu um alerta preventivo às 16h29 para o mar de Ariake e o mar de Yatsushiro, com possibilidade inicial de ondas de até um metro.
Moradores das áreas costeiras foram orientados a procurar locais seguros. Às 18h10, o alerta foi retirado, sem registro de tsunami. A emissão foi preventiva: mesmo terremotos com epicentro em terra podem exigir monitoramento de baías e áreas costeiras.
Quantas pessoas ficaram feridas?
A Reuters informou que pelo menos 50 pessoas foram atendidas com ferimentos em um hospital, com base em dados da emissora pública NHK. Também houve relatos de pessoas feridas dentro de um trem de alta velocidade.
O balanço oficial japonês ainda estava em consolidação no momento da publicação. Às 19h no Japão, a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres informava que os danos humanos e residenciais continuavam sendo verificados. Ainda não havia um balanço oficial consolidado sobre mortes.
Quais danos foram registrados?
A primeira-ministra Sanae Takaichi informou que autoridades receberam relatos de feridos, incêndios, apagões, danos em estradas e pontes e desabamentos de edifícios.
O sexto relatório oficial registrou, até as 19h:
- dois incêndios e duas operações de resgate em Uki;
- três incêndios e quatro resgates na cidade de Kumamoto;
- dois incêndios e três resgates em Yatsushiro;
- cinco operações de resgate em Kashima;
- grande volume de chamadas aos serviços de emergência;
- desabamento parcial do segundo andar de um centro comercial, com pessoas presas.
Partes das muralhas do Castelo de Kumamoto também desabaram. O local histórico havia sofrido danos extensos no terremoto de 2016 e ainda passava por restauração.
Quantas casas ficaram sem energia?
A Kyushu Electric Power informou que aproximadamente 40 mil residências ficaram sem eletricidade. As falhas também afetaram serviços de telefonia móvel em algumas áreas.
Autoridades orientaram cuidado com velas, geradores, vazamentos de gás, fragmentos de vidro e estruturas instáveis.
Trens e voos foram suspensos?
A JR Kyushu interrompeu temporariamente serviços ferroviários, incluindo trechos dos trens-bala Shinkansen, para inspeção de trilhos, pontes e sistemas elétricos.
Um trem de carga descarrilou, segundo a imprensa japonesa. O Aeroporto de Kumamoto fechou a pista, provocando desvios e cancelamentos. Passageiros devem consultar companhias aéreas, aeroportos e operadoras ferroviárias antes de se deslocar.
Houve problema em usinas nucleares?
Não foram identificadas anormalidades nas três instalações nucleares monitoradas na região, segundo a Autoridade de Regulação Nuclear do Japão.
O acompanhamento continua durante as réplicas, porque sistemas elétricos, resfriamento e armazenamento precisam permanecer estáveis.
Quantas pessoas receberam ordem de evacuação?
Mais de 150 mil pessoas foram orientadas a procurar centros de evacuação, segundo a Reuters, com base em informações da agência japonesa de desastres.
A retirada do alerta de tsunami não libera automaticamente todas as áreas. Moradores devem seguir as orientações municipais sobre edifícios danificados, incêndios, estradas interditadas e risco de deslizamentos.
Réplicas fortes podem acontecer?
Sim. Poucos minutos depois do abalo principal, foram registrados terremotos com intensidade 5 fraca. Às 16h29, Uki voltou a tremer; às 17h08, outro abalo atingiu Yatsushiro, Kami-Amakusa, Amakusa, Misato e Ashikita.
A JMA orientou atenção especial durante aproximadamente uma semana, sobretudo nos primeiros dois ou três dias. Réplicas podem derrubar estruturas já enfraquecidas e aumentar o risco de deslizamentos.
O terremoto tem relação com o abalo de Kumamoto de 2016?
A região foi atingida em abril de 2016 por uma sequência que incluiu terremotos de magnitude 6,5 e 7,3. O desastre deixou centenas de mortos quando consideradas as mortes diretas e relacionadas, milhares de feridos e mais de 200 mil imóveis danificados.
O novo terremoto ocorreu em uma região conhecida por falhas geológicas ativas. Cientistas ainda precisarão analisar seu mecanismo antes de confirmar uma relação direta com as falhas de 2016.
Por que o Japão registra tantos terremotos?
O Japão está situado no Círculo de Fogo do Pacífico, onde diferentes placas tectônicas se encontram. O movimento dessas placas acumula tensão nas rochas, liberada de forma súbita durante terremotos.
Normas de construção, alertas automáticos, treinamento da população e sistemas de interrupção de trens reduzem riscos, mas não eliminam danos quando um tremor raso atinge intensidade máxima.
O que fazer durante um terremoto?
- Proteja a cabeça sob uma mesa resistente ou próximo de uma parede interna segura;
- afaste-se de janelas, estantes e objetos que possam cair;
- não use elevadores;
- não corra para a rua enquanto o solo estiver tremendo;
- em área costeira, procure terreno elevado quando houver alerta;
- ao dirigir, reduza gradualmente e pare longe de pontes e encostas;
- depois do tremor, verifique gás, eletricidade e riscos de incêndio.
O que brasileiros no Japão devem fazer?
- Acompanhar JMA, NHK e autoridades municipais;
- evitar prédios danificados, encostas e áreas costeiras não liberadas;
- manter documentos, água, remédios, lanterna e bateria externa preparados;
- informar familiares por mensagem sobre sua situação;
- consultar o consulado brasileiro responsável pela região em emergências;
- não compartilhar previsões sem fonte sobre novos terremotos.
O que ainda precisa ser confirmado?
- número total de feridos e eventual registro de mortes;
- quantidade de edifícios destruídos ou interditados;
- situação das pessoas presas no centro comercial;
- extensão dos danos em estradas, pontes e ferrovias;
- prazo para restabelecimento total da energia e dos transportes;
- magnitude final e mecanismo geológico.
Cronologia do terremoto
- 16h27: terremoto principal atinge Kumamoto, com intensidade máxima 7.
- 16h29: JMA emite alerta de tsunami e registra novo tremor com intensidade 5 fraca.
- 17h08: outra réplica atinge intensidade 5 fraca em diferentes municípios.
- 18h10: alerta de tsunami é retirado sem ondas observadas.
- 19h: agência japonesa publica o sexto relatório, ainda com danos humanos em verificação.
Perguntas frequentes
Qual foi a magnitude do terremoto no Japão?
A Agência Meteorológica do Japão informou magnitude preliminar 7,1. O USGS revisou sua estimativa para 6,8.
Onde aconteceu?
Na região de Kumamoto, na ilha de Kyushu, no sudoeste do Japão.
Houve tsunami?
Não foi observado tsunami. O alerta preventivo foi retirado às 18h10 no horário japonês.
Quantas pessoas ficaram feridas?
Informações preliminares apontavam ao menos 50 feridos, mas o balanço oficial ainda estava sendo consolidado.
Houve mortes?
Até a atualização desta matéria, não existia um balanço oficial consolidado sobre mortes.
Qual foi a intensidade máxima?
O tremor atingiu o nível 7 da escala japonesa nas cidades de Uki e Hikawa.
As usinas nucleares foram afetadas?
Não foram encontradas anormalidades nas instalações nucleares monitoradas na região.
Podem ocorrer novos terremotos?
Sim. A JMA alertou para réplicas fortes, especialmente durante os primeiros dias.
O aeroporto de Kumamoto está funcionando?
A pista foi fechada para inspeção e houve cancelamentos e desvios. Passageiros devem consultar diretamente aeroporto e companhias.
Fontes consultadas
- Agência de Gestão de Incêndios e Desastres do Japão — sexto relatório oficial
- Agência Meteorológica do Japão — informações de terremotos
- JMA — alertas e avisos de tsunami
- Reuters — feridos, apagões, danos e interrupções
- Associated Press — resposta do governo e instalações nucleares
- Serviço Geológico dos Estados Unidos — medição sísmica
- Kyushu Electric Power — informações sobre falta de energia
- Wikimedia Commons — mapa de Kumamoto em domínio público
- Wikimedia Commons — bandeira do Japão em domínio público
Fonte original: Agência de Gestão de Incêndios e Desastres do Japão, com informações complementares da JMA, Reuters, Associated Press, USGS e Kyushu Electric Power.
Nota editorial: o terremoto e seus efeitos continuavam em apuração. O número de feridos é preliminar. A JMA informou magnitude 7,1, enquanto o USGS revisou sua estimativa para 6,8; as duas medições são apresentadas com suas fontes.
Nota sobre as imagens: não foram utilizadas fotografias jornalísticas protegidas do desastre. O mapa de Kumamoto e a bandeira do Japão estão disponíveis em domínio público no Wikimedia Commons.