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8 min de leitura
Nesta matéria
  1. A tempestade solar realmente vai atingir a Terra?
  2. O que aconteceu no Sol?
  3. Quando a tempestade solar deve chegar?
  4. O que significam os níveis G1 e G2?
  5. A tempestade solar pode afetar o Brasil?
  6. Existe risco para a saúde?
  7. Será possível ver aurora no Brasil?
  8. Erupção solar, ejeção de massa coronal e tempestade geomagnética são a mesma coisa?
  9. O que a população deve fazer?
  10. Perguntas frequentes
  11. Fontes consultadas

Tempestade solar vai atingir a Terra nos próximos dias; entenda os riscos

NOAA prevê tempestade geomagnética moderada entre 28 e 29 de agosto de 2026; fenômeno pode afetar satélites, rádio e GPS, mas não representa perigo direto para pessoas em solo.

Uma tempestade geomagnética deve atingir a Terra entre 27 e 29 de agosto de 2026. A NOAA emitiu previsões de nível G1, considerado menor, para o dia 27, e G2, moderado, para 28 e 29 de agosto. Não há previsão de risco direto à saúde nem de apagão generalizado no Brasil.

Principais informações:
  • A previsão indica nível G1 em 27 de agosto e G2 em 28 e 29 de agosto, mas o horário e a intensidade ainda podem mudar.
  • Em G2, os efeitos mais prováveis são oscilações pontuais em satélites, GPS, rádio de alta frequência e redes elétricas de altas latitudes.
  • A atmosfera e o campo magnético protegem as pessoas em solo; auroras no Brasil são consideradas muito improváveis nesse nível.

Por — publicado e atualizado em

Mosaico de imagens do Sol registradas durante uma forte erupção solar
Imagens do Observatório de Dinâmica Solar mostram uma forte erupção ocorrida em 2014. A fotografia é ilustrativa e não registra o evento de agosto de 2026. Imagem: NASA/SDO, via Wikimedia Commons, licença CC BY 2.0 e identificada como domínio público nos Estados Unidos por ter sido produzida pela NASA.

A tempestade solar realmente vai atingir a Terra?

Existe uma previsão oficial, mas ainda não uma confirmação da intensidade final. O Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA informou que ejeções de massa coronal lançadas pelo Sol em devem influenciar o campo magnético terrestre até o dia 29.

Para , a agência mantém uma vigilância de tempestade geomagnética G1, principalmente pela chegada de uma corrente rápida de vento solar proveniente de um buraco coronal. Para e , a previsão sobe para G2 devido à chegada esperada das ejeções de massa coronal.

O termo usado pela NOAA é watch, equivalente a uma vigilância ou aviso de possibilidade. Isso significa que existem condições para o fenômeno, mas a hora exata e a força da tempestade podem ser revistas quando o material solar estiver mais perto da Terra.

O que aconteceu no Sol?

O Sol apresentou uma sequência de erupções em 25 de agosto. Entre os episódios registrados esteve uma erupção de classe M6.9, acompanhada por ejeções de massa coronal, grandes nuvens de plasma que carregam partículas eletricamente carregadas e campos magnéticos pelo espaço.

Nem toda erupção solar envia matéria na direção da Terra. Neste caso, as observações e os modelos indicaram que parte do material expelido possui trajetória capaz de alcançar o ambiente terrestre.

A erupção luminosa e a nuvem de plasma também não chegam ao mesmo tempo. A radiação de uma erupção viaja à velocidade da luz e alcança a Terra em cerca de oito minutos. Uma ejeção de massa coronal é muito mais lenta e pode levar de aproximadamente 15 horas a vários dias para percorrer a distância entre o Sol e o nosso planeta.

Quando a tempestade solar deve chegar?

A janela principal indicada pela NOAA vai de 27 a 29 de agosto, com possibilidade de condições moderadas nos dias 28 e 29. No horário de Brasília, parte dos efeitos pode começar ainda na noite do dia 27, mas não é possível estabelecer um minuto exato com antecedência.

As previsões de ejeções solares possuem uma margem de erro porque as nuvens se expandem e mudam de velocidade durante a viagem. A orientação do campo magnético transportado pela ejeção também é decisiva: uma orientação favorável à interação com o campo da Terra pode intensificar a tempestade; uma orientação desfavorável pode reduzir seus efeitos.

Por isso, a classificação G2 é a intensidade máxima prevista, e não uma garantia de que esse nível será alcançado durante todo o período. A NOAA poderá elevar, reduzir ou encerrar o aviso conforme receber novas medições.

O que significam os níveis G1 e G2?

A escala de tempestades geomagnéticas da NOAA vai de G1 a G5. G1 representa um evento menor; G2, um evento moderado. Os níveis G4 e G5 são reservados para tempestades severas e extremas, muito diferentes da previsão atual.

Possíveis efeitos dos níveis previstos para 27 a 29 de agosto
Nível Classificação Possíveis efeitos
G1 Menor Fracas oscilações em redes elétricas, pequenos impactos em satélites e auroras nas regiões de alta latitude.
G2 Moderada Alertas de tensão em redes de altas latitudes, necessidade de correções na orientação de satélites, alteração do arrasto orbital e falhas pontuais em rádio HF.

Uma tempestade G2 pode provocar efeitos técnicos reais, mas não corresponde ao cenário extremo frequentemente apresentado em publicações alarmistas. A própria escala da NOAA informa que problemas amplos de controle de tensão, danos a transformadores e apagões extensos são associados principalmente aos níveis mais altos, especialmente G4 e G5.

A tempestade solar pode afetar o Brasil?

O Brasil pode registrar pequenas alterações em sistemas que dependem da ionosfera e de satélites, como GPS de alta precisão, comunicação por rádio de alta frequência e algumas operações espaciais. No entanto, os impactos de uma tempestade G2 tendem a ser mais importantes em latitudes elevadas, próximas aos polos.

Não existe, na previsão atual, indicação de que o país ficará sem energia elétrica, internet ou telefonia. Também não há motivo para desligar aparelhos, retirar equipamentos da tomada, cancelar viagens ou armazenar alimentos.

Redes elétricas, companhias aéreas, operadores de satélites e serviços de posicionamento acompanham o clima espacial porque podem precisar corrigir rotas, ajustar sistemas ou interpretar pequenas perdas de precisão. Para a maior parte da população brasileira, a tempestade provavelmente passará sem efeitos perceptíveis.

Existe risco para a saúde?

Não há risco direto para pessoas na superfície da Terra. Segundo a NASA, a atmosfera e o campo magnético do planeta bloqueiam a parte mais perigosa da radiação e das partículas associadas às tempestades solares.

Também não existe orientação oficial para permanecer dentro de casa. Alegações de que uma tempestade G1 ou G2 necessariamente causa dores de cabeça, problemas cardíacos ou outros sintomas na população não fazem parte dos efeitos reconhecidos nos alertas oficiais.

A exposição é diferente para astronautas e, em eventos mais intensos, para tripulações que voam em grandes altitudes sobre regiões polares. O aviso atual, porém, é de tempestade geomagnética moderada e não de uma tempestade extrema de radiação solar.

Será possível ver aurora no Brasil?

É muito improvável. Em uma tempestade G2, as auroras podem avançar para latitudes menores do que o habitual, mas ainda costumam ficar concentradas em áreas do norte dos Estados Unidos, do Canadá e do norte da Europa, além das altas latitudes do Hemisfério Sul.

A NOAA informa que, nesse nível, a aurora já foi observada em torno de 55 graus de latitude geomagnética. O território brasileiro está distante dessa faixa, inclusive na Região Sul. Por isso, fotografias de aurora no Brasil atribuídas antecipadamente a este evento devem ser recebidas com cautela.

Erupção solar, ejeção de massa coronal e tempestade geomagnética são a mesma coisa?

Não. Os três termos descrevem etapas ou fenômenos diferentes:

  • Erupção solar: liberação rápida de radiação no Sol. Seus efeitos sobre rádio e navegação podem chegar à Terra em poucos minutos.
  • Ejeção de massa coronal: nuvem de plasma e campo magnético lançada ao espaço, capaz de levar horas ou dias para alcançar o planeta.
  • Tempestade geomagnética: perturbação produzida quando o vento solar ou uma ejeção interage com a magnetosfera terrestre.

A notícia dos próximos dias se refere principalmente à possível tempestade geomagnética causada pela combinação de uma corrente rápida de vento solar e das ejeções lançadas em 25 de agosto.

O que a população deve fazer?

A população não precisa adotar nenhuma medida especial. O mais importante é acompanhar atualizações de instituições científicas, como a NOAA e o programa Embrace, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, e evitar mensagens que prometam apagões globais ou danos à saúde sem apresentar fonte técnica.

Quem pretende observar o céu deve verificar a previsão de auroras e as condições meteorológicas locais. Olhar diretamente para o Sol continua sendo perigoso em qualquer dia e somente deve ser feito com filtros solares certificados; óculos escuros comuns não oferecem proteção adequada.

Perguntas frequentes

Uma tempestade solar vai atingir a Terra?

A NOAA prevê atividade geomagnética entre 27 e 29 de agosto de 2026, com possibilidade de nível G2, moderado, nos dias 28 e 29. A intensidade final ainda poderá mudar.

Que horas a tempestade solar chegará?

Não existe um horário exato confirmado. A chegada é prevista dentro de uma janela de vários horários, e os modelos podem ser atualizados conforme a nuvem de plasma se aproxima.

A tempestade pode causar um apagão no Brasil?

Um apagão generalizado não é esperado no cenário G1 ou G2. Podem ocorrer efeitos pontuais em sistemas técnicos, especialmente nas regiões de alta latitude.

A internet e os celulares vão parar de funcionar?

Não há previsão de interrupção geral da internet ou da telefonia. Pequenas degradações em GPS, rádio e comunicações por satélite são possíveis, mas tendem a ser localizadas ou temporárias.

A tempestade solar faz mal à saúde?

Não representa perigo direto para pessoas em solo, protegidas pela atmosfera e pelo campo magnético da Terra.

Será possível ver aurora no Brasil?

É muito improvável em uma tempestade G2. As maiores chances estão em regiões de altas latitudes nos hemisférios Norte e Sul.

O alerta pode ser cancelado?

Sim. Um aviso de vigilância indica possibilidade, não certeza. A NOAA pode alterar a previsão se a ejeção chegar mais fraca, mais forte, mais cedo ou mais tarde do que os modelos indicam.

Fontes consultadas

Esta reportagem foi verificada em 27 de agosto de 2026 com base no aviso mais recente da NOAA. Previsões de clima espacial podem mudar rapidamente; o horário de chegada e a intensidade da tempestade deverão ser atualizados conforme novas medições forem recebidas.

Nota sobre a imagem: a fotografia principal é ilustrativa. Ela mostra uma erupção solar registrada pelo Observatório de Dinâmica Solar em 2014 e não corresponde às ejeções lançadas em 25 de agosto de 2026.

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