OpenAI prepara família de dispositivos com Jony Ive, mas smartphone ainda é apenas rumor
Empresa confirma o desenvolvimento de um ecossistema de hardware para inteligência artificial; reportagens apontam caixa de som inteligente, óculos, luminária e outros formatos, enquanto um celular próprio não foi anunciado.
A OpenAI está desenvolvendo uma família de dispositivos físicos para acessar seus modelos de inteligência artificial, em um projeto comandado em parceria com Jony Ive, ex-chefe de design da Apple. Embora existam rumores sobre um smartphone próprio, as informações mais consistentes disponíveis até 31 de julho de 2026 indicam que o primeiro produto deverá ser um dispositivo doméstico portátil, sem tela e semelhante a uma caixa de som inteligente.
- A OpenAI confirma que trabalha em uma “família de dispositivos”, mas não anunciou oficialmente um smartphone, nome comercial, preço ou especificações.
- Reportagens apontam que o primeiro produto será um aparelho portátil sem tela, com câmera, sensores, voz e integração profunda com o ChatGPT.
- A apresentação poderá ocorrer até o fim de 2026, porém documentos judiciais e relatos de bastidores indicam que as vendas não devem começar antes de fevereiro de 2027.
Nota sobre a imagem: a fotografia é ilustrativa e não mostra nenhum protótipo do novo hardware. A OpenAI ainda não divulgou publicamente imagens confirmadas do produto final.
O que a OpenAI confirmou oficialmente?
A existência de um projeto de hardware não é mais apenas especulação. Em maio de 2025, a OpenAI anunciou a aquisição da io Products, empresa de desenvolvimento de dispositivos fundada por Jony Ive, em uma transação avaliada em aproximadamente US$ 6,5 bilhões.
A incorporação da equipe foi concluída em 9 de julho de 2025. Os funcionários da io passaram a integrar a OpenAI, enquanto Jony Ive e seu estúdio independente, LoveFrom, assumiram responsabilidades de design e direção criativa nos novos produtos.
A parceria entre Ive e Sam Altman já existia havia cerca de dois anos quando a compra foi anunciada. Segundo a comunicação oficial, as primeiras explorações evoluíram para projetos concretos, levando à criação de uma equipe dedicada a hardware, software, física, engenharia e fabricação.
Em entrevista divulgada em 29 de julho de 2026, o presidente e cofundador da OpenAI, Greg Brockman, confirmou que a empresa está construindo uma “família de dispositivos” para interação com seus modelos de IA. Ele não revelou o formato dos produtos nem uma data precisa, limitando-se a dizer que eles poderiam ser esperados “em breve”.
A OpenAI está realmente desenvolvendo um smartphone?
Um smartphone da OpenAI não foi oficialmente confirmado. Existem relatos de que a empresa analisou ou continua analisando diferentes formatos móveis, mas isso não significa que um telefone esteja pronto, tenha entrado em produção ou seja o primeiro lançamento planejado.
Sam Altman já descreveu o projeto principal como um “terceiro dispositivo central” que acompanharia o computador e o smartphone, em vez de necessariamente substituir imediatamente esses aparelhos. A ideia seria oferecer uma forma menos invasiva de usar tecnologia, com menos dependência de telas, menus e aplicativos tradicionais.
Reportagens sobre um possível “ChatGPT Phone” mencionam um celular orientado por agentes de IA, capaz de executar tarefas em diferentes serviços sem depender da abertura manual de aplicativos. Entretanto, especificações atribuídas a esse suposto telefone — processador, câmeras, data de produção ou sistema operacional — permanecem sem confirmação da OpenAI.
Portanto, afirmar que a companhia já está desenvolvendo um smartphone comercial como fato consumado seria precipitado. O que está confirmado é uma estratégia mais ampla de hardware, na qual um telefone pode ser estudado como uma das possibilidades futuras.
| Informação | Situação em 31 de julho de 2026 |
|---|---|
| Família de dispositivos com IA | Confirmada por executivos da OpenAI |
| Participação de Jony Ive e da LoveFrom | Confirmada oficialmente |
| Primeiro produto sem tela e semelhante a uma caixa de som | Relatado por Bloomberg, Reuters, The Information e outros veículos |
| Câmera, microfones e sensores ambientais | Informação de bastidores ainda não apresentada oficialmente |
| Preço entre US$ 200 e US$ 300 | Estimativa publicada, sem confirmação comercial |
| Óculos inteligentes | Projeto relatado, possivelmente para produção após 2027 |
| Luminária inteligente | Formato supostamente estudado |
| Smartphone próprio | Rumor; não anunciado oficialmente |
| Nome, preço final e países de lançamento | Não divulgados |
Como deverá ser o primeiro dispositivo?
As reportagens mais recentes descrevem o primeiro produto como uma caixa de som inteligente portátil, sem tela e com componentes capazes de se movimentar. Internamente, o projeto teria sido apresentado como uma espécie de “companheiro de IA com características humanas que vive na casa”.
O aparelho ainda estaria em desenvolvimento e poderia sofrer alterações antes da apresentação. A descrição disponível aponta para um produto com câmera, microfones e sensores capazes de identificar pessoas, objetos e acontecimentos ao redor.
Entre as funções mencionadas estão:
- responder a perguntas por voz;
- controlar lâmpadas, televisores e outros equipamentos de casa inteligente;
- reproduzir músicas, vídeos e outros conteúdos;
- ler, resumir e responder mensagens;
- consultar agenda, lembretes e informações pessoais autorizadas;
- acompanhar conversas e identificar tarefas posteriores;
- usar recursos do ChatGPT sem depender constantemente de um celular;
- aprender hábitos para apresentar informações antes mesmo de um pedido explícito.
Os elementos móveis citados nas reportagens ainda não foram detalhados. Eles poderiam servir para direcionar câmera e microfones, demonstrar atenção, acompanhar uma pessoa no ambiente ou criar uma reação física durante a conversa. Não há confirmação de que o aparelho se locomoverá pela casa como um robô.
Por que o aparelho não deverá ter tela?
A ausência de tela faz parte da tentativa de criar uma interface diferente dos smartphones. A OpenAI aposta que, em muitas tarefas, o usuário poderá simplesmente explicar o que deseja e permitir que um agente de IA execute as etapas necessárias.
Greg Brockman afirmou acreditar que a maior parte das interações futuras com computadores ocorrerá por meio de conversas, e não pela digitação. Sarah Friar, diretora financeira da OpenAI, também falou sobre a possibilidade de abandonar a interação constante com os polegares.
Na prática, porém, a voz não resolve tudo. Ler uma tabela, revisar um contrato, editar uma fotografia, escolher um produto ou confirmar uma operação bancária costuma ser mais seguro e eficiente em uma interface visual. Por isso, é mais provável que os primeiros dispositivos funcionem como complemento do celular e do computador, e não como substitutos completos.
O que significa um dispositivo orientado por agentes?
Os smartphones atuais são organizados principalmente em aplicativos. O usuário abre o programa do banco, do transporte, do calendário ou das mensagens e executa manualmente cada etapa.
Em um aparelho orientado por agentes, a pessoa poderia dizer algo como: “Encontre um horário livre na próxima semana, confirme com os participantes e marque a reunião”. O sistema consultaria a agenda, entraria em contato com as pessoas autorizadas e apresentaria o resultado para aprovação.
Essa proposta depende de integrações com serviços externos e de permissões amplas para acessar mensagens, e-mails, agenda, localização, dispositivos domésticos e histórico pessoal. Sem essas conexões, o produto corre o risco de se tornar apenas uma caixa de som com respostas melhores.
As ações mais sensíveis também precisarão de confirmação clara. Comprar um produto, enviar uma mensagem profissional, alterar uma reserva ou movimentar dinheiro sem uma revisão humana pode produzir prejuízos difíceis de reverter.
Quais outros aparelhos estão sendo estudados?
Em fevereiro de 2026, a Reuters repercutiu informações do site The Information segundo as quais mais de 200 profissionais trabalhavam na divisão de hardware da OpenAI. Além do primeiro aparelho doméstico, a equipe estaria explorando outros formatos.
Óculos inteligentes
Óculos com câmera, microfones e áudio permitiriam que a IA interpretasse o que o usuário está vendo. O sistema poderia identificar objetos, traduzir textos, fornecer direções e responder perguntas sobre o ambiente.
As informações disponíveis indicam que uma produção em larga escala não seria esperada antes de 2028. Meta, Google, Apple e outras empresas também disputam esse mercado, o que aumenta a pressão por um produto leve, discreto e com autonomia aceitável.
Luminária ou aparelho de mesa
Uma luminária inteligente aparece entre os formatos supostamente analisados. O objeto poderia combinar iluminação, câmera móvel, áudio e presença física dentro de um escritório ou residência.
Não está claro se esse conceito continua em desenvolvimento ou se foi apenas uma das alternativas consideradas durante a fase de protótipos.
Fones de ouvido e dispositivos vestíveis
Documentos apresentados em uma disputa de marca mostraram que diferentes produtos de áudio, inclusive aparelhos usados no corpo, foram estudados. A OpenAI, entretanto, declarou anteriormente que o primeiro produto não seria um fone intra-auricular nem um dispositivo vestível.
Isso não impede o lançamento futuro de fones, pingentes ou outros acessórios. Significa apenas que esses formatos não correspondiam ao primeiro produto descrito pela empresa naquele estágio do projeto.
Smartphone com ChatGPT
Um celular completo continua sendo uma possibilidade estratégica, principalmente porque permitiria à OpenAI controlar hardware, sistema, agentes e distribuição. Essa independência reduziria a dependência de Apple e Google, responsáveis pelos dois principais ecossistemas móveis.
Por outro lado, fabricar um smartphone competitivo exige câmeras, bateria, modem, processadores, assistência técnica, certificações, contratos com operadoras, cadeia global de fornecedores e uma plataforma de aplicativos. É uma operação muito mais complexa do que lançar um acessório doméstico.
Qual é a participação de Jony Ive?
Jony Ive liderou o design de produtos como iMac, iPod, iPhone, iPad, Apple Watch e diferentes gerações de Mac durante sua passagem pela Apple. Ele deixou a empresa em 2019 e passou a atuar por meio da LoveFrom.
No projeto da OpenAI, Ive não é apenas um consultor encarregado da aparência externa. A LoveFrom assumiu responsabilidades amplas de design e criação, enquanto antigos profissionais da Apple trabalham na engenharia e no desenvolvimento dos dispositivos.
A equipe da io também incluiu nomes como Evans Hankey, que sucedeu Ive na liderança de design industrial da Apple, Tang Tan, ex-executivo de design de produtos, e Scott Cannon, ligado ao desenvolvimento de hardware.
Essa experiência aumenta a capacidade de transformar protótipos em produtos fabricáveis, mas não garante sucesso comercial. A utilidade, a autonomia, a confiabilidade da IA, a privacidade e o preço serão tão importantes quanto o acabamento físico.
Quando o primeiro produto será lançado?
Existem duas datas diferentes em circulação: apresentação e início das vendas.
Chris Lehane, diretor de assuntos globais da OpenAI, declarou em janeiro de 2026 que a empresa estava no caminho para apresentar seu primeiro dispositivo durante o segundo semestre do ano. Sarah Friar também indicou que uma revelação poderia ocorrer até o fim de 2026.
Isso não significa que o aparelho chegará imediatamente às lojas. Informações apresentadas em documentos judiciais e reportagens posteriores apontam que o primeiro produto não deverá ser enviado aos consumidores antes de fevereiro de 2027.
Cronologia do projeto de hardware da OpenAI
- 2023: Sam Altman, Jony Ive e suas equipes iniciam uma colaboração reservada sobre novos dispositivos.
- 2024: Ive cria a io Products com antigos profissionais da Apple para desenvolver hardware voltado à IA.
- 21 de maio de 2025: a OpenAI anuncia a aquisição da io em uma operação avaliada em aproximadamente US$ 6,5 bilhões.
- 9 de julho de 2025: a incorporação da equipe é concluída; Ive e a LoveFrom permanecem independentes, mas assumem responsabilidades criativas na OpenAI.
- Final de 2025: protótipos já circulam internamente e a empresa estuda modelos menores e processamento local.
- Janeiro de 2026: executivo da OpenAI aponta uma possível apresentação no segundo semestre.
- Fevereiro de 2026: reportagens descrevem uma equipe com mais de 200 pessoas e projetos de caixa de som, óculos e luminária.
- Julho de 2026: novas informações descrevem um dispositivo doméstico portátil, sem tela, com sensores e partes móveis.
- 29 de julho de 2026: Greg Brockman confirma publicamente que a OpenAI constrói uma família de dispositivos.
- A partir de fevereiro de 2027: período mais cedo apontado para o início das entregas, caso o cronograma não sofra novos atrasos.
Quanto poderá custar?
O preço não foi anunciado. Uma reportagem publicada em fevereiro citou uma faixa provável de US$ 200 a US$ 300 para o primeiro dispositivo, mas esse valor pode mudar antes do lançamento.
Também não está claro se o uso completo dependerá de uma assinatura do ChatGPT. Um modelo comercial possível combinaria a venda do aparelho com planos mensais para armazenamento, modelos mais avançados, memória pessoal e execução de agentes.
Não existe preço definido para o Brasil, previsão de lançamento nacional ou confirmação de suporte completo ao português brasileiro. Impostos, homologação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), distribuição e câmbio poderão elevar significativamente o valor local.
O hardware funcionará sozinho ou dependerá da nuvem?
A expectativa é de um sistema híbrido. Modelos menores poderão rodar diretamente no aparelho para reconhecer comandos, detectar palavras de ativação, processar informações urgentes e proteger parte dos dados pessoais.
Tarefas mais complexas provavelmente serão enviadas aos servidores da OpenAI. Essa divisão é importante porque manter câmera e microfones transmitindo continuamente para a nuvem produziria custos elevados, atrasos e riscos de privacidade.
A Reuters informou em dezembro de 2025 que a OpenAI explorava chips voltados à inferência local. Um processador desse tipo precisaria executar modelos compactos com baixo consumo de energia e resposta rápida.
Privacidade será o maior desafio
Um dispositivo capaz de ouvir, observar e interpretar continuamente o ambiente pode ser útil, mas também cria uma concentração excepcional de informações pessoais. Conversas familiares, imagens da casa, mensagens, hábitos, agenda, localização e relações profissionais poderão fazer parte do contexto usado pela IA.
A empresa terá de explicar claramente:
- quando câmera e microfones estão ativos;
- quais informações permanecem apenas no aparelho;
- quais dados são enviados aos servidores;
- por quanto tempo gravações, transcrições e memórias são armazenadas;
- se os dados poderão ser usados para treinar modelos;
- como apagar definitivamente o histórico;
- como impedir o acesso de visitantes ou crianças;
- como o aparelho confirmará ações financeiras ou mensagens importantes;
- o que acontecerá se a conta for invadida ou o dispositivo for roubado.
Greg Brockman reconheceu preocupações relacionadas à confiança e afirmou que a OpenAI estuda mecanismos capazes de fornecer garantias verificáveis e auditáveis sobre o acesso da IA a dados privados. Ainda não foi apresentado um sistema comercial que demonstre como essas garantias funcionarão.
O aparelho poderá substituir o smartphone?
No curto prazo, é improvável. O primeiro dispositivo deverá depender de contas, conexões e serviços que hoje são configurados por celular ou computador. A falta de tela também limita tarefas que exigem leitura, comparação visual ou confirmação detalhada.
O impacto mais realista seria reduzir o número de vezes que o usuário precisa retirar o telefone do bolso. Perguntas, lembretes, mensagens simples, controle da casa e pequenas tarefas poderiam migrar para a voz.
Uma substituição verdadeira dependeria de o ecossistema futuro incluir comunicação móvel, pagamentos, navegação, câmera, autenticação, aplicativos ou agentes equivalentes e conexão constante. Nenhum desses elementos foi oficialmente anunciado para um smartphone da OpenAI.
Por que outras tentativas de hardware com IA fracassaram?
O mercado já recebeu produtos como o Humane AI Pin e o Rabbit R1, apresentados como alternativas mais naturais ao smartphone. Eles enfrentaram críticas por respostas lentas, funções incompletas, dependência da nuvem, baixa autonomia e vantagens limitadas em relação a um aplicativo comum.
O caso da Humane é particularmente relevante: seu AI Pin teve vendas encerradas e perdeu funcionalidades em nuvem após a aquisição de ativos da empresa pela HP. Isso demonstrou que um aparelho dependente de servidores pode perder grande parte de sua utilidade se o serviço for descontinuado.
Para evitar o mesmo destino, a OpenAI precisará entregar algo que:
- execute tarefas concretas, e não apenas responda perguntas;
- funcione com rapidez e estabilidade;
- tenha autonomia suficiente para uso diário;
- ofereça controles transparentes de privacidade;
- integre-se a serviços já usados pelo consumidor;
- continue útil mesmo quando parte da conexão estiver indisponível;
- apresente vantagem clara sobre o aplicativo do ChatGPT no celular.
O que esperar do ecossistema da OpenAI?
A estratégia parece ir além da venda de um único aparelho. A OpenAI procura criar pontos de acesso físicos capazes de acompanhar o usuário em casa, na rua e no trabalho.
Uma caixa de som poderia atender o ambiente doméstico; óculos interpretariam o campo de visão; fones forneceriam respostas discretas; um aparelho de mesa acompanharia atividades profissionais; e um eventual telefone concentraria conectividade, autenticação e execução dos agentes.
O objetivo comercial é igualmente importante. Hoje, a OpenAI depende dos sistemas operacionais, lojas de aplicativos e regras estabelecidas por Apple, Google e Microsoft. Com hardware próprio, a empresa poderia controlar a experiência completa e construir uma relação direta com o consumidor.
Essa ambição ainda está distante de um ecossistema maduro. Apple e Google levaram anos para reunir aplicativos, desenvolvedores, pagamentos, acessórios, assistência técnica e integração entre aparelhos. A OpenAI possui modelos avançados e uma marca reconhecida, mas ainda precisa provar que consegue fabricar e sustentar produtos físicos em grande escala.
Disputa pelo nome “io” e processo envolvendo a Apple
O projeto também enfrenta questões jurídicas. A startup de áudio iyO contestou o uso da marca “io”, alegando risco de confusão entre os nomes. Uma decisão judicial levou a OpenAI a remover temporariamente materiais promocionais relacionados à marca.
Documentos divulgados posteriormente indicaram que a OpenAI não pretende usar “io” ou nomes semelhantes na comercialização dos novos produtos. A denominação final da divisão e dos aparelhos ainda não foi revelada.
Em julho de 2026, a Apple também processou a OpenAI e antigos funcionários, acusando a empresa de buscar e explorar segredos comerciais relacionados ao desenvolvimento de hardware. Greg Brockman negou interesse em informações confidenciais de outras companhias e declarou que a OpenAI está concentrada em tecnologia própria.
As acusações ainda dependem de análise judicial e não devem ser tratadas como fatos comprovados. O processo, porém, pode afetar contratações, documentação técnica e o cronograma de desenvolvimento.
Perguntas frequentes
A OpenAI confirmou um smartphone?
Não. A companhia confirmou uma família de dispositivos de IA, mas não anunciou oficialmente um telefone próprio. O chamado “ChatGPT Phone” permanece no campo dos relatos e especulações.
Qual deverá ser o primeiro produto?
Reportagens apontam um aparelho doméstico portátil, sem tela, semelhante a uma caixa de som inteligente, equipado com câmera, microfones, sensores e componentes móveis. A OpenAI ainda não apresentou oficialmente o design.
Jony Ive trabalha para a OpenAI?
Jony Ive e seu estúdio LoveFrom permanecem independentes, mas assumiram responsabilidades profundas de design e criação nos produtos da OpenAI. A equipe da antiga io Products foi incorporada à empresa.
Quando o dispositivo será apresentado?
Executivos indicaram uma possível apresentação durante o segundo semestre de 2026. O cronograma permanece sujeito a alterações.
Quando começará a ser vendido?
As informações mais recentes indicam que as entregas não começarão antes de fevereiro de 2027, mesmo que o anúncio seja realizado em 2026.
Quanto deverá custar?
Uma reportagem mencionou uma faixa entre US$ 200 e US$ 300, mas a OpenAI não confirmou preço, assinatura obrigatória ou valores para outros países.
O aparelho terá tela?
Os relatos sobre o primeiro produto indicam que não. A proposta seria priorizar voz, sensores e ações executadas por agentes de IA.
O dispositivo será lançado no Brasil?
Não há confirmação de lançamento, preço, data, homologação ou disponibilidade no Brasil.
O aparelho ficará ouvindo e filmando o tempo inteiro?
O produto deverá usar câmera e microfones para compreender o ambiente, mas o funcionamento exato, os indicadores de gravação e as políticas de armazenamento ainda não foram divulgados.
Ele substituirá o celular?
Provavelmente não na primeira geração. A tendência é que funcione como complemento do smartphone e do computador, assumindo tarefas simples por voz e reduzindo a necessidade de consultar telas.
Fontes consultadas
- OpenAI — carta de Sam Altman e Jony Ive e confirmação da incorporação da io Products
- Reuters — primeiro dispositivo deverá ser uma caixa de som portátil sem tela
- Reuters — família de dispositivos, preço estimado, óculos e possível luminária
- Reuters — processamento local, modelos compactos e chip para dispositivos pessoais
- Axios — previsão de apresentação do primeiro produto no segundo semestre de 2026
- The Verge — Greg Brockman confirma família de dispositivos e estratégia baseada em voz
- The Verge — documentos sobre protótipos, dispositivos vestíveis e disputa da marca io
- TechCrunch — dispositivo sem tela, recursos domésticos e elementos mecânicos móveis
- Wikimedia Commons — origem, autoria e licença CC BY 2.0 da imagem ilustrativa
Nota editorial: esta matéria foi apurada e verificada em 31 de julho de 2026. A existência de uma família de dispositivos e a participação de Jony Ive estão confirmadas pela OpenAI. Formato, sensores, preço, cronograma e produtos adicionais foram atribuídos às reportagens que os divulgaram porque ainda não receberam confirmação técnica completa da empresa. Não existem, até esta data, nome comercial, ficha técnica, imagens oficiais do produto final, preço para o Brasil ou confirmação de um smartphone próprio.