Pular para o conteúdo
8 min de leitura
Nesta matéria
  1. A greve da CPTM já está confirmada?
  2. Quais linhas podem ser afetadas?
  3. Por que os ferroviários ameaçam entrar em greve?
  4. O que diz o Projeto de Lei nº 730/2025?
  5. O que aconteceu nas linhas concedidas à Trivia Trens?
  6. Como a possibilidade de greve foi aprovada?
  7. Linha do tempo da crise e do indicativo de greve
  8. O que o passageiro deve fazer?
  9. Perguntas frequentes sobre a possível greve dos ferroviários
  10. Fontes consultadas

Ferroviários de São Paulo fazem assembleia nesta segunda-feira para decidir greve nas linhas 11, 12 e 13

Trabalhadores avaliam às 18h uma possível paralisação por tempo indeterminado a partir da meia-noite de terça-feira; movimento não envolve toda a rede de trens.

Ferroviários que atuam nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade reúnem-se em assembleia às 18h desta segunda-feira, 3 de agosto de 2026, para decidir se entrarão em greve. Caso a paralisação seja aprovada, o movimento está previsto para começar à 0h de terça-feira, dia 4, mas, até a realização da votação, a greve ainda não está confirmada.

Principais informações:
  • A assembleia dos ferroviários está marcada para as 18h desta segunda-feira, 3 de agosto.
  • Uma eventual greve poderá atingir as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade a partir da meia-noite de terça-feira.
  • Os trabalhadores cobram manutenção dos empregos, retorno das linhas à gestão pública e apoio ao Projeto de Lei nº 730/2025.

Por — publicado em

Placa da estação Calmon Viana e trem da CPTM ao fundo
Estação Calmon Viana, atendida pelas linhas 11-Coral e 12-Safira, com trem da CPTM ao fundo. Foto: Geogast, via Wikimedia Commons, sob licença CC BY 4.0.

Nota sobre a imagem: a fotografia é ilustrativa e foi produzida em março de 2020. Ela não registra a assembleia dos ferroviários nem as ocorrências que motivaram a mobilização de 2026.

A greve da CPTM já está confirmada?

Não. Até a publicação desta matéria, havia apenas um indicativo de greve. A decisão final depende da assembleia convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB) para as 18h desta segunda-feira.

Os participantes deverão avaliar as negociações e eventuais respostas apresentadas pelo Governo do Estado de São Paulo. Se a categoria considerar que não houve avanço suficiente, poderá aprovar a paralisação por tempo indeterminado a partir da meia-noite.

Portanto, mensagens que tratam a interrupção dos trens como uma certeza antecipam uma decisão que ainda precisa ser votada. O resultado da assembleia deverá indicar se a greve será confirmada, suspensa ou adiada.

Situação da possível greve dos ferroviários em São Paulo
Data da assembleia 3 de agosto de 2026, segunda-feira
Horário 18h
Situação atual Indicativo de greve; paralisação ainda depende de votação
Início previsto, se aprovada 0h de 4 de agosto de 2026
Duração proposta Por tempo indeterminado
Linhas potencialmente afetadas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade
Entidade responsável Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil

Quais linhas podem ser afetadas?

A mobilização abrange trabalhadores representados pelo sindicato nas seguintes linhas:

  • Linha 11-Coral: liga a região central de São Paulo à zona leste e a municípios do Alto Tietê, como Poá, Suzano e Mogi das Cruzes;
  • Linha 12-Safira: atende bairros das zonas leste e nordeste da capital e chega a Calmon Viana, em Poá;
  • Linha 13-Jade: conecta a rede ferroviária à região do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

A assembleia não envolve todos os ferroviários e operadores da rede metropolitana. A Linha 10-Turquesa e as linhas administradas por outras concessionárias e representadas por entidades sindicais diferentes não fazem parte desta votação.

Mesmo nas três linhas abrangidas, ainda não havia confirmação sobre a quantidade de trens que circularia, serviços mínimos, horários especiais ou eventual plano de contingência caso a greve fosse aprovada.

Por que os ferroviários ameaçam entrar em greve?

A principal preocupação declarada pelo sindicato é o futuro dos empregados da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) após a transferência das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade para a concessionária Trivia Trens.

Os trabalhadores cobram garantias de manutenção dos empregos e afirmam que ainda existe insegurança sobre o destino dos funcionários que atuavam nos ramais concedidos.

Entre as reivindicações apresentadas pela categoria estão:

  • manutenção dos postos de trabalho dos empregados da CPTM;
  • retorno das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade à gestão pública;
  • apoio do Governo de São Paulo ao Projeto de Lei nº 730/2025;
  • definição transparente sobre o futuro dos trabalhadores após a transição operacional;
  • melhores garantias de segurança e qualidade no processo de transferência dos serviços.

O sindicato afirma que não responsabiliza diretamente os empregados contratados pela Trivia Trens pelas falhas registradas. A entidade atribui os problemas à forma como a transição foi organizada, especialmente ao treinamento, ao acompanhamento técnico e à preservação da experiência acumulada pelos ferroviários da estatal.

O que diz o Projeto de Lei nº 730/2025?

O Projeto de Lei nº 730/2025, apresentado pelo deputado estadual Guilherme Cortez, autoriza o Poder Executivo paulista a absorver trabalhadores da CPTM afetados pelas concessões das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.

De acordo com a proposta, esses empregados poderiam ser aproveitados por órgãos ou entidades da administração pública estadual direta ou indireta, respeitadas as atribuições e qualificações profissionais.

O texto foi debatido em audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) em 18 de junho de 2026. A existência do projeto, entretanto, não significa que a absorção já tenha sido aprovada ou esteja garantida: a proposta ainda depende da tramitação legislativa e, se aprovada pelos deputados, da análise do Executivo.

O que aconteceu nas linhas concedidas à Trivia Trens?

A Trivia Trens assumiu a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade em 21 de julho de 2026. Nos dias seguintes, passageiros enfrentaram falhas, aumento nos intervalos, superlotação, interrupções e problemas em equipamentos.

Em 23 de julho, um incêndio em uma composição da Linha 12-Safira provocou o desligamento de subestações de energia e afetou também as linhas 11-Coral e 13-Jade, além do Expresso Aeroporto. Passageiros precisaram sair de trens e caminhar pelos trilhos em alguns trechos.

Após a sequência de ocorrências, a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a CPTM reassumisse temporariamente a operação, em conjunto com a concessionária, por até 90 dias.

A medida não cancelou automaticamente o contrato de concessão. Ela representa uma intervenção operacional temporária enquanto as falhas são apuradas e a transição passa por ajustes.

A Trivia Trens declarou que lamentava os problemas e que investigaria as causas técnicas das ocorrências. A CPTM informou possuir condições técnicas e operacionais para retomar os serviços durante o período determinado.

Como a possibilidade de greve foi aprovada?

O indicativo foi aprovado em assembleia realizada em 24 de julho, depois das ocorrências registradas nas linhas. A categoria estabeleceu prazo para que o governo estadual respondesse às reivindicações e marcou uma nova reunião para 3 de agosto.

A assembleia desta segunda-feira funciona, portanto, como a etapa decisiva: os ferroviários deverão avaliar se as respostas e negociações foram consideradas suficientes para evitar a paralisação.

Linha do tempo da crise e do indicativo de greve

  • 21 de julho de 2026: a Trivia Trens assume a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.
  • 21 e 22 de julho: passageiros relatam intervalos maiores, falhas operacionais e acúmulo de pessoas nas plataformas.
  • 23 de julho: um incêndio em trem da Linha 12-Safira provoca desligamento de energia e interrupções nos três ramais.
  • 23 de julho: a Artesp determina o retorno temporário da CPTM à operação por até 90 dias.
  • 24 de julho: ferroviários aprovam indicativo de greve por tempo indeterminado.
  • 3 de agosto, às 18h: categoria realiza nova assembleia para decidir sobre a paralisação.
  • 4 de agosto, à 0h: horário previsto para o início da greve, caso seja aprovada.

O que o passageiro deve fazer?

Quem depende das linhas 11-Coral, 12-Safira ou 13-Jade deve acompanhar o resultado da assembleia antes de alterar seus compromissos. Como a votação acontece no começo da noite, uma decisão poderá ser divulgada poucas horas antes do horário previsto para a paralisação.

Se a greve for confirmada, algumas providências podem reduzir transtornos:

  • consultar os canais oficiais da CPTM e da concessionária antes de sair de casa;
  • verificar se haverá operação parcial ou serviço mínimo;
  • considerar ônibus municipais e intermunicipais, Metrô e outras linhas ferroviárias disponíveis;
  • reservar tempo adicional para deslocamentos e possíveis integrações;
  • evitar confiar apenas em mensagens encaminhadas sem horário ou fonte identificada;
  • registrar comprovantes de atrasos caso sejam necessários para justificar ausência no trabalho, escola ou consulta.

A aprovação da greve não significa necessariamente interrupção completa e imediata de todos os trens. A extensão do impacto dependerá da adesão dos funcionários, de determinações judiciais, de possíveis acordos de última hora e do plano operacional adotado.

Perguntas frequentes sobre a possível greve dos ferroviários

Vai haver greve da CPTM nesta terça-feira?

A greve ainda não estava confirmada até a publicação desta matéria. Os trabalhadores decidirão em assembleia marcada para as 18h de segunda-feira, 3 de agosto.

Quando a paralisação poderá começar?

Se aprovada, a greve por tempo indeterminado deverá começar à 0h de terça-feira, 4 de agosto de 2026.

Quais linhas poderão parar?

A mobilização poderá afetar as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. As demais linhas da rede não fazem parte da assembleia convocada por esse sindicato.

A Linha 10-Turquesa participará da greve?

Não está incluída na votação divulgada pelo Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil. A assembleia trata especificamente dos trabalhadores relacionados às linhas 11, 12 e 13.

Por que os trabalhadores querem fazer greve?

A categoria cobra garantias de emprego após a concessão das linhas, retorno dos ramais à gestão pública e apoio ao Projeto de Lei nº 730/2025, que trata da possível absorção de trabalhadores da CPTM pelo Estado.

A concessão para a Trivia Trens foi cancelada?

Não. A CPTM reassumiu temporariamente a operação por até 90 dias após falhas nos primeiros dias da transição, mas isso não equivale ao cancelamento do contrato de concessão.

Já existe plano de contingência?

Até o fechamento desta matéria, não havia sido divulgado um plano detalhado informando quantidade de trens, intervalos ou serviços mínimos para uma eventual greve.

Fontes consultadas

Nota editorial: matéria apurada e verificada em 3 de agosto de 2026, antes da assembleia marcada para as 18h. A paralisação não estava confirmada no momento do fechamento. O resultado da votação, a existência de acordo, os serviços mínimos e os impactos sobre a circulação são informações sujeitas a atualização ao longo da noite.

Continue informado

Leia também